2.3.09

Fique Louco...

... ou: Assistam Zeitgeist.


Apesar da aparente liberdade que a Internet nos dá para expressão de nossas idéias, me parece que essa incrível ferramenta anda cada dia mais se banalizando em um gigante universo acéfalo onde poucas coisas realmente interessantes acontecem, A Zona Autónoma Temporária de Hakim Bey parece se desmoronar em um monte de besteiras, exatamente por isso que me sinto um tanto triste ao visualizar idéias exelentes como os fóruns anónimos de imagens que teve início lá no Japão com o Futaba, e tem no 4chan seu grande representante ocidental (no Brasil temos o 55chan e o BRChan) ser um lugar para uma desumanidade absurda, e um lugar para soltar todos os preconceitos contra qualquer coisa viva, incluindo as próprias garotas que anonimamente desejam se mostrar ao mundo da forma em que nasceram.

Porém de tempos em tempos encontro algumas pérolas que ainda me fazem ter alguma esperança que a Internet não se torne simplesmente uma terra de Trolls, e o último achado apesar de ser meio "velhinho", são os documentários "Zeitgeist: the Movie" e "Zeitgeist: Adendum", escritos e dirigidos por Peter Joseph, um ilustre desconhecido. Esses filmes que foram distribuídos pela Internet, por meio do google vídeo, trás análises interessantíssimas sobre as relações entre as divindades solares (entre elas Jesus Cristo) e a astrologia, passando para os atentados de 11 de Setembro, quebrando as argumentações de que o ataque e a destruição das torres foi um ato cometido por terroristas ligados a Osama Bin Laden, mas sim um ato premeditado com muitas variantes diferentes, e termina mostrando como grupos controlam a sociedade americana e pouco a pouco controlam o mundo. Já o Adendum entra mais nessa terceira área mostrando como o setor financeiro americano gera dinheiro do nada, como se intervém nos países que não apoiam esses grupos, e finalmente nos mostra sua visão de um mundo diferente.

Obviamente que os filmes devem ser vistos com ressalva pois contém abordagens radicais, porém é um ótimo contato com uma visão diferente de mundo, fazendo você pensar no universo que reside, e quem sabe assim ao invés de ficarmos jogados em frente a computadores despejando o que há de pior em nós para o mundo não tentamos uma mudança, ou algo diferente. Bom filme a todos.

Site oficial: http://www.zeitgeistmovie.com/

versão Streaming de "Zeitgeist: the Movie"



Versão Streaming de "Zeitgeist: Adendum":

3.1.09

Um novo ano.

Boa tarde pessoas que leêm meu blog (essa frase por si ja é uma piada) estou de volta após alguns séculos fora, nesse meio tempo passei de professor para atendente de telemarketing, e agora estou trabalhando com suporte na area de TI, e assim a vida caminha, para onde eu nem imagino.

Após alguns milênios de ostracismo resolvi reavivar esse blog, o problema que o plano original de escreve-lo com alguns amigos virou lenda urbana, no fim das contas somente eu postava, e com a tristeza que foi esse ano de 2008 acabei desanimando um pouco, mas espere aí, ainda tenho posts a terminar, coisas estranhas para escrever, e um novo ânimo nesse novo ano, por isso voltei, voltei para ficar, porque aqui, aqui é meu lugar...

Fortuna!

11.6.08

Conto rápido que escrevi agora a pouco:

P.S: PARA HELENS, MAGRONES E ELTONS DA VIDA UM AVISO: ESSE CONTO NÃO É REAL OU AUTOBIOGRÁFICO EMBORA O PERSONAGEM LEMBRE ALGUNS DETALHES DE MINHA PERSONALIDADE ELE É UM SER QUE EXISTE SOMENTE NA FICÇÃO, OBRIGADO... :D

Em uma sala genérica de classe média, amigos tomam algo alcólico em canequinhas de metal, usando tocas e cobertores Parahyba por sobre os ombros, prontos para uma madrugada invernal batendo papo e se esquentando com qualquer coisa quente, e começa a história:

Isso pode parecer meio louco da minha parte, mas juro que aconteceu e foi em uma noite desse tipo, onde parece que memórias do passado pulam repentinamente a sua frente, e uma saudade de algo que não lembramos invade a alma, e eu la sozinho em casa. minha mãe tinha viajado esse dia, e parece que todos também viajaram ou também estavam na mesma onda, pois não tinha ninguem pra sair, ou ao menos praticar o ócio de forma coletiva. Bom, eu resolvi fazer um bom chimarrão pra mim e depis de umas duas cuias já ia ao banheiro feito um maluco, por isso resolvi me arrumar um pouco melhor e tomar um vinho que eu tinha guardado a um bom tempo na minha gaveta, acendi uns incensos desses verdes inteiriços que os budistas usam em meditação, adoro aquilo, melhor custo-benefício entre os incensos, coloquei o cd do the wall no radio e fui pouco a pouco relaxando de uma forma extraordinário, é incrível como um bom solo de guitarra pode nos levar a estados maravilhosos, esse pessoal da década de 70 era lisérgico até nas músicas.

Ai começou a coisa bizarra, já ouviram falar em projeção astral? Então, eu estava lá em pleno solo de hey you, já um tanto quanto feliz com os efeitos do vinho quando me senti leve, e uma resistência sendo vencida e na hora tive consciência que algo ótimo estava acontecendo e me deixei levar, e foi quando me vi deitado e um cordão ligava o que era material a um eu que alçava vôo próximo ao teto, se é que nesse estado existe algo que pode ser chamado, ou classificado como teto ou matéria, vocês me entendem? É algo meio maluco, e comecei a sentir algo mais, uma idéia de não estar sozinho, e foi ai que vi na porta do quarto olhando para mim uma sombra que fez o meu espectro voador gelar, e de uma forma frenética senti a volta alucinante ao corpo, e um acordar exaltado, no rádio ja tocava o segundo cd do The wall, com a música The Trial, e aquelas criancinhas cantando "Crazy toys in the attic he is crazy(...)", olhei para o canto onde vi aquela coisa e posso jurar que ainda consegui ver algum tipo de vulto e um gelo apertou o coração e revirou meu estômago.

Juro que saí de casa correndo, peguei uma grana, o carro e fui pra bem longe, até hoje não gosto de ficar sozinho e olhar para o canto do meu quarto me dá arrepios.

7.6.08

Sexo, Homem x Maquina: Adendo 1

Para quem acha que sou um maluco com esses posts que estou fazendo sobre sexo e máquina deveria dar uma olhada nessa notícia do Terra que saiu ontem (06/06/2008), e a coloco para vocês:

Sexta, 6 de junho de 2008, 09h47 Atualizada às 09h46
Sexo e amor com robôs é tema de debate

Acadêmicos da Áustria, Canadá, Holanda, Irlanda, Cingapura, Estados Unidos e Grã-Bretanha devem apresentar cerca de 20 dissertações sobre o tema, segundo a agência AFP.

A conferência, convocada pela Universidade de Maastricht, começou a ser organizada depois que, em outubro do ano passado, o pesquisador David Levy, 63 anos, lançou seu estudo Intimate Relationships with Artificial Partners (Relações íntimas com parceiros artificiais). Uma versão comercial do trabalho foi lançada com o título de "Amor e Sexo com Robôs".

Em seu trabalho, Levy, que é pesquisador em inteligência artificial na Universidade de Maastrich, argumenta que os robôs serão tão humanos na aparência, nas funções e na personalidade, que muitas pessoas vão se apaixonar, fazer sexo e até mesmo se casar com eles. "Pode soar meio estranho, mas não é. Amor e sexo com robôs são inevitáveis", disse ele ao site LifeScience.


Redação Terra

Mais nada a declarar, em breve a segunda parte do post no ar. (riminha) :D

27.5.08

And darling, darling stand by me...


Poderia começar esse post com um "Não se fazem mais filmes como antigamente", porém isso iria soar como palavras de um nostálgico que está envelhecendo (fiz 1/4 de século nesse 23/05/2008), porém é impossível negar que cada vez mais estamos sendo privados do sentir e da sensibilização com nosso mundo, sem querer ser piegas cresci vendo pica-pau e Tom e Jerry, porém alguns desenhos como Fievel tendo como pano-de-fundo a Revolução Russa, onde camadas da sociedade são dissecadas e apresentadas como um conto de fadas, nos emocionando pelo e com o personagem estão cada dia mais raros.

Talvez um grande exemplo do que tento expor é um filme que marcou o meio da década de 80 chamado "Stand By Me", ou em português "Conta Comigo", baseado em um conto chamado "Body", do sempre surpreendente Stephen King. A premissa do filme é simples, um grupo de amigos indo atrás do corpo de um garoto que morreu atropelado pelo trem, a jornada e crescimento dos personagens durante o caminho e em seu retorno nos faz refletir sobre nossos problemas e escolhas diárias, acrescentado ao clima da década de 50 e ao ideal "On the road", o filme parece mostrar que embora vejamos jovens rebeldes com suas maquinas possantes apostando corridas, os que realmente entenderam o espírito de pegar a estrada e buscar um mundo novo é um bando de garotos com problemas familiares em uma disputa de gerações que vai do pai bandido, o pai ex-veterano de guerra psicopata, e o pai que considera que o filho deveria ter morrido no lugar do irmão mais velho/jogador de futebol/popular, e estes mais do que andam para ver um corpo, eles andam para ver um mundo novo, um mundo sem seus pais e conflitos.

Durante o filme o personagem que mais rouba a cena é o Chris Chambers, interpretado pela revelação da época River Phoenix, que incorpora a figura do "vagabundo iluminado", aquele que por ser jogado a margem da sociedade consegue enxerga-la de forma magistral, Corey Feldman também está ótimo como um neurótico de guerra mirim, e Will Wheaton ccomo Gordie, o narrador da história é a figura que durante o trajeto cresce e vê um novo mundo após botar o pé na estrada.

No fim das contas o que quero dizer é que raramente temos filmes como esse, e parece ser algo cada vez mais raro, os filmes parecem cada vez mais um amontoado de cenas de ação e situações cômicas, não que seja ruim, mas também não é só disso que vive a alma humana, e também algo que já explorei no post sobre o Krampus é que parece haver uma tentativa de proteção da criança com relação a sentimentos, e o pior é que talvez não seja somente da criança e sim de toda a sociedade, pensar e sentir parece ser algo cada vez mais distante, principalmente na cultura pop atual.

17.5.08

Sexo, homem x máquina (1/3): Imaginário do robô ou...

... Todas as replicantes são gostosas.





Salve meus inexistentes leitores, após um bom tempo sumido estou de volta, continuando minha trilogia sobre sexo homem x maquina, essa loucura toda que eu em meu pouco juízo resolvi escrever.

Tenho aqui em casa um livro chamado "Ficção Científica Brasileira: Mitos culturais e nacionalidade no país do futuro", escrito pela americana M. Elizabeth Ginway, em que ela discute toda a temática com relação ao Brasil e sua cultura relacionado a produção literária em ficção científica, e nesse livro ela comenta sobre o ícone do robô, é muito interessante pois ela cita um autor chamado Wolfe que coloca o robô como uma imagem alternativa da humanidade, muito mais que um simples substituto dos homens, e remonta a toda uma idéia ligada a própria escravidão, por isso ele muitas vezes pode ser visto como o submisso, mas tambem nele está o medo da revolta.

Talvez esse misto de submissão e rebeldia tenha uma mistura muito interessante dentro das mentes pervertidas, na verdade se você pensar que existem fetiches em se esfregar em balões de festa (falei esfregar e não voar com eles), a perversão por robôs parece até algo tranquilo, mas essa questão é para o próximo post, nesse vamos lembrar algums robôs com apelo sexual da cultura pop.

Bom, realmente não fui muito a fundo nessa questão, imagino eu que se chafurdasse em animês e mangás (hentais ou não) com certeza encontraria um caminhão de referências, mas vamos lá, a primeira lembrança que tive nessa questão foi um filme chamado "Cherry 2000" do diretor Steve de Jarnatt, protagonizado por David Andrews, e Pamela Gidley (como Cherry 2.000), também participam desse filme Laurence Fishbourne, e Melanie Griffith, O filme de 1987 apresenta um homem que vive bem com sua alta tecnologia e sua amante/esposa perfeita, um robô chamado Cherry 2000, porém um dia Cherry fica avariada, e o homem sai em uma jornada em busca da peça avariado, se aventurando em um mundo devastado tendo como combustível o amor ao seu robô, e ao longo do caminho descobre que mulher de carne e osso é bem melhor.

Temos de lembrar também da replicante interpretada por Daryl Hannah, a Pris, em um dos melhores filmes de ficção científica já feitos "Blade Runner". Pris é um replicante ou seja, é um ser biológicamente construído, cuja função era a prostituição, e se pensarmos um pouco em ficção científica, principalmente as que tem uma temática mais cyberpunk a utilização de robôs ou modificações tecnológicas para o prazer é algo recorrente, podemos ver por exemplo em filmes como "Inteligencia Artificial" várias referências, no Neuromancer de William Gibson não há robôs fazendo prostituição, porém as garotas são conhecidas como bonecas e tem um implante que faz com que a pessoa possa ser desligada, ou seja a garota se desliga e o cafetão manda pessoal entrar e fazer o que quiser, no fim do "expediente" ela é religada e ganha seu dinheiro, foi assim que Molly a samurai urbana Motherfucker consegue grana para colocar seus implantes óticos e navalhas por baixo das unhas (Marvel merecia um processo de plágio com a Lady Letal).

Enfim, post já esta se alongando e não quero comentar nada sobre a Vicky para não ter nenhum tipo de peoblemas legais, se bem que ja vi empresas japonesas que fazem umas real dolls com jeito de criança, e ai entra a questão do onde chegaremos, porém isso é questão para os dois próximos posts, para finalizar uma cena ardente entre com Rachael, a linda replicante interpretada por Sean Young, e um incerto humano (pode ser um caso de relacionamento entre dois replicantes) Harrisson Ford.


9.5.08

Vamos a la playa, ô, ô, ô, ô, ô...

Fala pessoal, quem é vivo aparece... ou não. :)

Sei que estou sumido, e prometi uma trilogia de bizarrice para todos, e acreditem ela está vindo, porém resolvi colocar antes um post do tipo "oi mamãe, voltei!" para dar um susto nas baratas e traças acumuladas pelos cantos. Para coroar o retorno recebi esses dias do meu primo Orlando que está passando frio lá pelas bandas do Canadá um vídeo do Youtube, da dupla italiana Righeira e seu hit "New Wave" "Vamos a la Playa", um clássico que assolou o mundo em i983, vejam o vídeo e dancem com eles:



Ok, bonitinho né? Agora leiam a letra em Italiano e tentem entender o que eles falam:

Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Vamos a la playa oh oh

Vamos a la playa
La bomba estallo
Las radiaciones tuestan
Y matizan de azul

Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Vamos a la playa oh oh

Vamos a la playa
Todos con sombrero
El viento radiactivo
Despeina los cabellos

Vamos a la playa oh oh oh oh oh
Vamos a la playa oh oh oh oh oh
Vamos a la playa oh oh oh oh oh
Vamos a la playa oh oh

Vamos a la playa
Al fin el mar es limpio
No mas peces hediondos
Sino agua florecente

Vamos a la playa oh o-o-o-oh
( ad infinitum)


Perceberam que essa inocente canção é sobre um pessoal indo a praia depois de uma hecatombe pós apocalíptica? Essa música está ao lado de "Hotel California" como "Musicas que um dia pensei ser inocente e sobre coisas bonitinhas".

Cada coisa... e por hoje é só pessoal, depois volto com a primeira parte da trilogia sexo Homen x Máquina , ou, "Todas as replicantes são gostosas."

Fortuna!

25.2.08

Sexo, homem x máquina (0/3): uma introdução, ou...

...Porque esse maluco resolveu falar sobre transar com robôs?

"(...)We are the robots
Ja tvoi sluga
Ja tvoi Rabotnik robotnik
We are programmed just to do
anything you want us to
we are the robots(...)"

(Kraftwerk - The Robots)


A algumas semanas atrás eu vi uma matéria em várias mídias comentando sobre um tal de David Levy, especialista em Intaligência artificial que escreveu um livro entitulado, "Robots Unlimited: life in a virtual age", onde ele trabalha muito em cima das possibilidades de futuras interações sexuais entre homens e robôs. A partir daí saí em busca de algo mais profundo e achei na área de sexualidade do site about.com uma entrevista feita pelo Cory Silverberg, com o David Levy (quem quiser lêr é só clicar aqui), e achei muito interessante, mas entrarei nas questões levantadas por ele em outro texto.

A partir daí comecei a me questionar sobre algumas questões, já não vivemos de certa forma em uma época onde nos relacionamos sexualmente com máquinas? Já não direcionamos muitas pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos para o ato de nos dar prazer? E claro a pergunta que não quer calar, será que os japoneses já tem alguma série de filmes, hentais, animês e um nome para o fetiche com robôs?

Então nada melhor que uma série (mais especificamente uma trilogia pq eu sou "nerd"), para pensarmos um pouco sobre essas questões, o primeiro post será sobre o imaginário do robô, a idéia do fetiche com a máquina, a ficção-científica já trazendo isso em suas histórias, hq´s, mangás, e japoneses (as vezes eles me dão medo). No segundo post falarei sobre o hoje, o que temos sobre essa relação em nossa sociedade nos dias atuais, como essa prática de buscar o prazer à qualquer custo tem uma longa trajetória de vida, e por fim , o terceiro vai tratar de pesquisas na área e o que se promete para o futuro.

Espero que gostem, e que eu consiga dar conta disso tudo durante essa semana. Até a próxima pessoal!

Fortuna!

* foto de Sebastian Niedlich (Grabthar), mostra o robô do clipe "All is full of love", da Björk, em exibição especial no museu de comunicação de Berlim.

21.2.08

Adendos e Top 5 Webcomics.

Hey, quem é vivo aparece, e aqui estou eu! Antes de mais nada gostaria de elogiar o blog amigo The Cocke Inc., por ter achado alguém para escrever sobre o "lado negro da 7ª arte", muito bom o post "Um novo colunista de mão cheia", parabéns!

Estou sumido, eu sei, mas vida não anda às mil maravilhas no momento estou desempregado e um tanto desanimado com o mundo, mas vou me esforçar para atualizar um pouco mais o fiquelouco.

Mas depois da choradeira vem minha lista de TOP 5 webcomics, claro que isso tudo é opinião pessoal, e é o que estou lendo no momento, as opiniões assim podem mudar a qualquer momento, mas agora a lista é essa.

Em 5º lugar: Order of Stick, esse talvez seja a webcomic mais nerd que eu conheça na internet, voltado para todos os viviados em D&D e fantasia, simplesmente maravilhoso.


Em 4º Lugar: Wulffmorgenthaler, essa webcomic dinamarquesa é ótima, tem um humor negro bem peculiar, e vem sendo traduzido para a lingua de camões pela Bruna Calheiros, ou simplesmente "Baunilha", colunista dos blogs Sedentário e Hiperativo, e Smelly Cat.

Em 3º Lugar: De(ath)sign, Webcomic brazuca com um humor cáustico, quem trabalhar em ag~encia de design e proganda vai se sentir parte da história, o legal dessa tira é o fato de ser baseada em fatos reais, se procurarem a cara do autor vão ver que ele se desenhou.


Em 2º Lugar: Questionable Content
, webcomic que conta a vida de um indie chamado Marteen, seus encontros, desencontros, amores e músicas, tudo regado a muito café, meio novelinha, mas muito legal. O interessante dessa webcomic é ver como o trabalho artistico do autor foi melhorando com o tempo.

Em 1º Lugar: Malvados, as tiras do Dahmer conseguem chegar a um grau de sarcasmo e humor negro impressionantes, incomodando com certeza muita gente, recomendo a todos que leiam a série de tiras "A Cabeça é a ilha"

10.2.08

Você tem sede de que? Você tem fome de que?(...)

...ou: A resignificação da memória.

Eu faço na PUC-SP especialização chamada "História , Sociedade e Cultura", e a cada semestre são desenvolvidas oficinas muito boas, no que é chamado "Atelier de Clio". Em uma dessa oficinas a temática era a memória, e a professora trabalhou basicamente com um texto famoso do Pierre Nora, autor francês ligado à "Nova História", chamado "Entre memória e história: a problemática dos lugares", em que ele trabalha a idéia das várias memórias, os espaços da memória como museus, a memória de quem viveu, etc... A professora para demonstrar esses aspectos passou para a classe um exelente filme de Alain Resnais, chamado"Hiroshima Mon Amour". A segunda parte da oficina foi uma pequena atividade que eu particularmente achei um pouco descabida, pois se tratava de um questionário sobre desenhos antigos e desenhos recentes, direcionando assim para a idéia de que lembramos mais dos desenhos antigos pois o fluxo de informações hoje é tão grande que a memória se torna algo efêmero e absorvemos muito porcamente o que nos é passado, o único detalhe é que no questionário sobre os desenhos antigos e recentes eu e mais alguns sabíamos basicamente tudo, e isso que estava contido coisas como digmon. HUAHUAHUA

Desses pontos cheguei a algumas reflexões sobre tudo isso. A primeira idéia é que a memória não é algo rígido, e sim algo volátil e assim como tudo na vida nós damos sentido e significado a elas, e conforme a vida se modifica a sua memória e seus significados da memória também se modificam, no caso dos desenhos por exemplo pelo fato das pessoas no lugar serem mais velhas o desenho provavelmente tem um significado ligado à geração e a infância, diferente da pessoa mais nova que está criando a memória naquele momento, é algo recente e ainda não tão significativo para ele. Alguns desenhos da minha época eu não ligava muito, porém ele tem uma conexão com minha pessoa pois é um desenho "da minha época", e também é relevante às outras pessoas que viveram aquele período, criando-se assim uma memória "compartilhada", que gera toda uma resignificação do que pensava daquele desenho, de repente em uma conversa de amigos você se lembra dele e os porques de não gostar muito, aí mesmo o não gostar acaba tendo um peso e um significado forte. Hoje posso dizer que sei mais de super sentais e chaves do que sabia na época que os assistia. :)

Outra reflexão é que embora tudo isso, não se pode negar que o próprio significado do que é memória, e dos objetos da memória estão em deslocamento, o que quero dizer com isso é que apesar de ser fácil viajar pela mente e memórias de milhares de pessoas através de blogs e afins, tudo está passível de ser destruído e "deletado" de forma muito mais fácil que um diário de papel, o mesmo para fotos e tantas outras coias, um probleminha na HD, um estagiário apagando sem querer algo importante de algum servidor ou banco de dados e as memórias de quem você é se vão. Talvez por isso hoje se busque de forma tão frenética aparecer, o "ser visto". Com tanta efemeridade e causas possíveis para destruir o que somos, ao menos aparecer e ser visto é uma maneira de nos vermos como imortais.

E tudo isso hoje porque ouvi uma mmúsica que gostava, mas vi que por ser mais velho sua letra faz mais sentido hoje do que já fez algum dia.

Fortuna!